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Reprovação de Bolsonaro é maior na advocacia, diz pesquisa Datafolha

A reprovação do presidente Jair Bolsonaro entre advogados e advogadas é de 54%, superando a média da população, que é de 45%. Os dados são de uma pesquisa do DataFolha pulgada nesta quarta-feira (9/6) pela Folha de S.Paulo.   Alan Santos/PRBolsonaro faz menos sucesso entre advogados do que entre a população Em relação aos que consideram a gestão de Bolsonaro ótima ou boa, os percentuais da advocacia e da sociedade em geral ficam mais próximos. Entre os advogados, são 28% que o aprovam; no geral, 24%.   O jornal destacou algumas variações: entre advogados católicos, 59% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, e 24% como ótimo ou bom. Entre os evangélicos, é quase o contrário: 52% consideram ótimo ou bom, e 33%, ruim ou péssimo.   A pesquisa também tentou mapear as orientações políticas dos advogados. O resultado foi que 26% dos entrevistados se declararam de centro; 24% de centro-direita e 19% de centro-esquerda. Outros 9% se declararam inteiramente de esquerda; 14%, inteiramente de direita; e 7% não souberam se posicionar.   Com relação a temas morais, quase metade dos advogados entrevistados (46%) acha que a lei sobre o aborto deve permanecer como está, enquanto 5% defendem a proibição total da prática e outros 48% defendem a flexibilização da autorização (32% acham que deve ser permitido em mais situações; 16% acham que deve ser totalmente liberado). Entre as mulheres advogadas, 20% defendem a liberação em qualquer situação, contra 11% dos homens.   Outro assunto de costumes tem mais ampla aceitação na advocacia: 80% dos entrevistados apoia a união civil de pessoas do mesmo sexo, enquanto 13% se disseram contrários e 6%, indiferentes.   Por fim, 51% dos advogados brasileiros são contra a posse de armas, contra 47% que defendem que esse seja um direito do cidadão. Só 2% afirmaram não ter opinião sobre o assunto. O jornal não mostrou qual é a prevalência dessas opiniões por recorte religioso.   Mais de dois terços dos advogados defendeu a criminalização das drogas. Perguntados se "o uso de drogas deve ser proibido porque toda a sociedade sofre com as consequências", 68% disseram concordar. A única outra opção oferecida de resposta era que "o uso de drogas não deve ser proibido, porque é o usuário que sofre com as consequências", e com essa afirmativa só 26% concordaram. Outros 6% não tinham opinião.   Para justificar a criminalidade, a maioria dos entrevistados apontou que é a falta de oportunidade que a causa, com 60% das respostas. Outros 34% acham que o que causa a criminalidade é a maldade das pessoas. 6% não souberam responder.   A pesquisa foi feita por telefone, com 303 advogados de todas as regiões do país, antes da abertura da CPI da Covid, na qual o governo vem sendo duramente criticado.

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